POLIPO DE VESÍCULA

Polipo de Vesicula 2

O que são pólipos da vesícula biliar?

Os pólipos da vesícula biliar são protuberâncias da parede da mucosa da vesícula biliar. Eles são geralmente encontrados por acaso em uma ultrassonografia de rotina. Quando detectados na ultrassonografia, sua significância clínica está relacionada, em grande parte, ao seu potencial maligno. A maioria dessas lesões é benigna, não são neoplásicas, mas são hiperplásicas ou representam depósitos de colesterol (colesterolose). Os exames não conseguem excluir com certeza a possibilidade de câncer da vesícula biliar ou adenomas pré-malignos. Além disso, mesmo lesões benignas podem ocasionalmente levar a sintomas semelhantes aos causados por cálculos biliares.

Quando devo tratar o pólipo na vesícula?

O único tratamento eficaz para pólipos da vesícula biliar é a colecistectomia (retirada da vesícula biliar), que deve ser considerada em pacientes sintomáticos ou como profilaxia para prevenir a transformação maligna.

Embora a maioria dos pólipos da vesícula biliar seja benigna, o objetivo principal é excluir a presença de malignidade, pois o câncer avançado da vesícula biliar tem um mau prognóstico e a ressecção em estágio inicial oferece a única esperança de cura. O que complica a questão é que nenhuma das modalidades de imagem disponíveis pode distinguir inequivocamente pólipos neoplásicos de não neoplásicos. Isto pode ser conseguido apenas pelo exame microscópico (anatomopatológico) após a cirurgia.

Sabemos que o tamanho do pólipo relaciona-se diretamente ao seu potencial de malignidade. Sendo assim a conduta preconizada para o tratamento dos pólipos da vesícula biliar é:

  • Pólipos menores que 5 mm, dificilmente são lesões neoplásicas, poderão ser acompanhados com exames periódicos.
  • Pólipos de 5 a 10 mm poderão ser observados com exames periódicos ou, já ser indicada a colecistectomia.
  • Pólipos de 10 a 20 mm deverão ser tratados com cirurgia, colecistectomia.
  • Pólipos maiores que 20 mm apresentam grande chance de serem neoplasias malignas, e deverão ser tratados com ressecção da vesícula, retirada de linfonodos e de parte do fígado (colecistectomia extendida)

Está gostando do conteúdo? Compartilhe:

Facebook
Telegram
LinkedIn
WhatsApp

Este post foi escrito por:

Foto de Dra. Andréa Furlan

Dra. Andréa Furlan

A Dra. Andréa Furlan construiu uma trajetória marcada por excelência, precisão técnica e profundo cuidado humano. Formada pela Faculdade de Medicina da USP e especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo pelo HCFMUSP, dedica-se há mais de duas décadas ao tratamento das doenças digestivas, à cirurgia bariátrica e aos procedimentos minimamente invasivos. Com participação em cerca de cinco mil cirurgias e atuação em endoscopia, alia ciência, sensibilidade e experiência para oferecer um atendimento completo, seguro e verdadeiramente transformador.

Foto de Dra. Andréa Furlan

Dra. Andréa Furlan

A Dra. Andréa Furlan construiu uma trajetória marcada por excelência, precisão técnica e profundo cuidado humano. Formada pela Faculdade de Medicina da USP e especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo pelo HCFMUSP, dedica-se há mais de duas décadas ao tratamento das doenças digestivas, à cirurgia bariátrica e aos procedimentos minimamente invasivos. Com participação em cerca de cinco mil cirurgias e atuação em endoscopia, alia ciência, sensibilidade e experiência para oferecer um atendimento completo, seguro e verdadeiramente transformador.