ONCOLOGIA | CÓLON E RETO


O QUE É CÂNCER DO INTESTINO?

O câncer do intestino grosso, também chamado de tumor do cólon e do reto ou colorretal é um dos tumores mais freqüentes no mundo ocidental. A incidência dessa doença é maior nas regiões sudeste, sul e centro-oeste, onde tradicionalmente há o predomínio do consumo de carnes vermelhas e gorduras, aliada à baixa ingestão de verduras e frutas. È uma doença que quando descoberta tardiamente pode ser fatal, por isso é tão importante a sua detecção precoce, quando a possibilidade de cura é grande.

Quem tem maior risco de ter um câncer colorretal?

Apesar de essa doença poder se manifestar em qualquer idade, mais de 90% dos pacientes com câncer colorretal tem idade superior a 40 anos e o risco aumenta com a idade. Fatores ambientais e genéticos podem aumentar a probabilidade de desenvolvimento de câncer colorretal. Embora a suscetibilidade herdada resulte em aumentos mais notáveis no risco, a maioria dos cânceres colorretais é esporádica e não familiar. Abaixo citaremos os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer colorretal:

  • história familiar de câncer colorretal e pólipos
  • antecedente pessoal de doença inflamatória intestinal ou colite ulcerativa
  • antecedente pessoal de pólipos
  • antecedente pessoal de câncer de outros órgãos, especialmente mama e útero
  • radiação abdominal prévia para tratamento de outros tumores como, por exemplo,
    câncer de próstata. – fibrose cística

Alguns hábitos alimentares e estilos de vida também contribuem para o aumento da incidência dessa doença tais como:

  • grande consumo de carnes vermelhas, carnes processadas e gorduras, aliado à baixa ingestão de verduras e frutas (fibras).
  • tabagismo
  • sedentarismo
  • consumo de álcool
  • obesidade
  • diabetes

Como surge o câncer do intestino?

Em geral surge de pólipos benignos na parede do intestino que eventualmente podem crescer e se transformar em um câncer com o tempo. Os pólipos geralmente não causam sintomas e só são descobertos quando é realizado exame de colonoscopia. Qualquer pessoa pode ter pólipos ao longo da vida, inclusive os jovens que podem estar associados a doenças genéticas. Alguns hábitos podem facilitar o aparecimento de pólipo e de câncer como: tabagismo, consumo de dieta rica em gorduras e pobre em fibras, ingesta freqüente de álcool e de alimentos com corantes artificiais. Removendo o pólipo do intestino antes que ele se transforme em câncer, através de exame de colonoscopia, prevenimos o desenvolvimento do câncer.

Principais sintomas:

O câncer de cólon pode ser assintomático no inicio. Os sintomas mais comuns incluem:

  • Dor de estômago ou dores abdominais frequentes – Mudança nos hábitos intestinais (constipação ou diarréia)
  • Sangue nas fezes
  • Fraqueza ou cansado
  • Baixo nível de ferro (anemia por deficiência de ferro)
  • fezes pretas ou escuras

Fatores preventivos:

  • ter bons hábitos de vida, fazer atividade física regular, não fumar ou bebidas alcoólicas em excesso.
  • bons hábitos alimentares: dieta rica em fibras, verduras e frutas, e com baixo teor de gordura. Evitar carnes processadas e o consumo excessivo de carne vermelha
  • alguns medicamentos como a aspirina e os antiinflamatórios não esteróides podem diminuir o risco de desenvolver pólipos e câncer colorretal.

TRATAMENTO

O Tratamento inicial do câncer de cólon é geralmente cirúrgico. Após a cirurgia pode ser necessária a realização de quimioterapia, dependendo do estagio da doença. A extensão e o tipo de cirurgia variam de acordo com a localização do tumor e se há complicações como obstrução e/ou perfuração. Geralmente podemos fazer a ressecção do tumor (Colectomia com linfadenectomia) por via laparoscópica (minimamente invasiva).

A maioria dos cânceres retais é tratada com uma combinação de cirurgia, radioterapia e quimioterapia. O tratamento é escolhido com base na fase da doença. Uma combinação de quimioterapia e radioterapia pode ser recomendada antes da cirurgia para pacientes com câncer retal (quimioradioterapia neoadjuvante). Este tratamento pode encolher o tumor antes de ser removido, reduz o risco de o câncer voltar e pode reduzir as chances de uma colostomia permanente.

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Este post foi escrito por:

Foto de Dra. Andréa Furlan

Dra. Andréa Furlan

A Dra. Andréa Furlan construiu uma trajetória marcada por excelência, precisão técnica e profundo cuidado humano. Formada pela Faculdade de Medicina da USP e especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo pelo HCFMUSP, dedica-se há mais de duas décadas ao tratamento das doenças digestivas, à cirurgia bariátrica e aos procedimentos minimamente invasivos. Com participação em cerca de cinco mil cirurgias e atuação em endoscopia, alia ciência, sensibilidade e experiência para oferecer um atendimento completo, seguro e verdadeiramente transformador.

Foto de Dra. Andréa Furlan

Dra. Andréa Furlan

A Dra. Andréa Furlan construiu uma trajetória marcada por excelência, precisão técnica e profundo cuidado humano. Formada pela Faculdade de Medicina da USP e especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo pelo HCFMUSP, dedica-se há mais de duas décadas ao tratamento das doenças digestivas, à cirurgia bariátrica e aos procedimentos minimamente invasivos. Com participação em cerca de cinco mil cirurgias e atuação em endoscopia, alia ciência, sensibilidade e experiência para oferecer um atendimento completo, seguro e verdadeiramente transformador.