
A Obesidade está muitas vezes associada à Síndrome Metabólica.
Síndrome metabólica é um conjunto de condições tais como: pressão sanguínea aumentada, alto nível de açúcar no sangue, excesso de gordura corporal em torno da cintura e níveis altos de colesterol ou triglicerídeos. Quando ocorrem juntos, aumentam seu risco de doença cardíaca, acidente vascular cerebral e diabetes.
Ter apenas uma dessas condições não significa que você tenha síndrome metabólica. No entanto, qualquer uma dessas condições aumenta seu risco de doença grave. Ter mais de um desses pode aumentar seu risco ainda mais.
Uma das principais preocupações em relação à síndrome metabólica é o Diabetes Mellitus tipo II. O diabetes, se não tratado adequadamente, pode causar sérios problemas ao longo do tempo, tais como: infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (derrame), doença ou falência renal, problemas de visão e até mesmo cegueira, dor ou perda da sensibilidade em mãos e pés, necessidade de amputações de extremidades (dedos, pés, mãos e/ou pernas), dificuldade para cicatrização.
TRATAMENTO CIRÚRGICO
A Cirurgia Bariátrica e Metabólica é hoje em dia o tratamento mais eficaz em longo prazo para pacientes com obesidade severa e síndrome metabólica. Ela resulta em perda de peso sustentada em longo prazo, reduz ou resolve as comorbidades e, mais importante, reduz a mortalidade em pacientes com obesidade grave e síndrome metabólica. Portanto, a cirurgia promove, com alta eficácia, a perda de peso e a resolução das doenças associadas à obesidade, por isso é hoje em dia conhecida também como Cirurgia Metabólica.
As diretrizes atuais das sociedades médicas relacionadas à obesidade, brasileiras e internacionais, recomendam a cirurgia bariátrica de acordo com os níveis de IMC (índice de massa corporal) e doenças associadas à obesidade (síndrome metabólica).
PARA QUEM ESTÁ INDICADA A CIRURGIA?
Para pacientes com IMC entre 35 Kg/m² e 40 Kg/m², a cirurgia está indicada se houver comorbidades (doenças associadas à obesidade) como: diabetes, pressão alta, níveis anormais de colesterol ou triglicerídeos, síndrome da apneia do sono, doença cardiovascular, problemas nas articulações, entre outras.
Para pacientes com obesidade grave, ou seja, IMC igual ou maior que 40 Kg/m² a cirurgia já está indicada, mesmo se não houver nenhuma comorbidade.
No final de 2017, uma nova resolução do conselho Federal de Medicina (CFM), seguindo a tendência mundial, aprovou a realização da Cirurgia Metabólica para o tratamento de pacientes que possuem Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2), com Índice de Massa Corporal entre 30 Kg/m² a 35 Kg/m², se a hiperglicemia estiver inadequadamente controlada, a despeito das medicações orais e/ou injetáveis.
Existem diversos tipos de cirurgias. São classificadas em cirurgias restritivas, mistas e disabsortivas. As cirurgias mais eficazes para a remissão do Diabetes são as disabsortivas, como o Bypass, Duodenal Switch e SADI. O tipo de cirurgia que melhor se adéqua a cada paciente será decidido pela equipe multidisciplinar em conjunto com o paciente.
Atualmente, praticamente todos os tipos de cirurgias do aparelho digestivo podem ser realizados da forma minimamente invasiva, ou seja, por via laparoscópica.
Todos os pacientes que forem submetidos à Cirurgia Bariátrica e Metabólica deverão ter o acompanhamento multidisciplinar, no pré e pós-operatório, com Cirurgião, Nutricionista, Psicólogo, Endocrinologista e Fisioterapeuta ou Profissional de Atividade Física, sendo muito importante para o sucesso do tratamento.