O Duodenal Switch depende essencialmente da má absorção de nutrientes e calorias para a perda de peso. Também é realizado por via laparoscópica. É um procedimento de alta complexidade e consiste da realização de uma gastrectomia vertical mais “larga” com preservação do piloro e divisão do duodeno com anastomose na porção mais distal do intestino, deixando-se um canal comum curto. Os pacientes super-obesos, com IMC acima de 60 Kg/m², podem ser operados em dois estágios, primeiro a gastrectomia vertical e depois o desvio intestinal.
Os resultados de perda de peso são excelentes, em media de 75% a 80% do excesso de peso, com alta taxa de resolução das comorbidades, especialmente do Diabetes tipo-II, colesterol e triglicérides altos.
A maior desvantagem dessa cirurgia é o risco elevado de desnutrição devido ao grande desvio intestinal com redução acentuada da absorção de nutrientes (vitaminas e proteínas). Os pacientes submetidos a essa técnica deverão ter acompanhamento com a equipe multidisciplinar periódico e suplementação de vitaminas, minerais e proteínas.
É atualmente a Cirurgia Metabólica recomendada para tratamento do diabetes mellitus tipo II em pacientes com IMC > 30 kg/m².
Vantagens:
- Maior perda de peso de todos os procedimentos bariátricos
- Procedimento mais efetivo para a remissão do Diabetes tipo –II
- Procedimento mais efetivo para a diminuição de colesterol e triglicérides.
Desvantagens:
- Maior taxa de problemas nutricionais, como a baixa absorção de proteínas.
- Necessidade permanente de reposição de vitaminas e suplementos minerais.
- Pode ocorrer aumento no número de evacuações diárias.
Riscos:
- Obstrução intestinal, 3 a 5% dos casos.
- Necessidade de reversão da cirurgia ou revisão devido à má nutrição, 2 a 5% dos casos.
- Fistula, 1% dos casos.
- Sangramento, 1% dos casos.