O Bypass gástrico, ou Gastroplastia redutora com desvio do intestino em Y de Roux, é a cirurgia bariátrica mais realizada no Brasil, cerca de 70%, e a 2ª mais executada no mundo, correspondendo a 47% de todas as cirurgias bariátricas no mundo.
Também é realizado por via Laparoscópica e consiste no grampeamento do estômago criando uma pequena bolsa gástrica, com volume aproximado de 30 mL, que é dividida e separada do restante do estômago (estômago excluso), causando assim restrição a ingestão de alimentos. Realiza-se uma anastomose com o intestino “desviando” a sua porção inicial, causando assim diminuição da absorção de calorias e nutrientes e modificando hormônios intestinais que causarão a diminuição da fome, aumento da saciedade, aumento do gasto energético, melhora do diabetes entre outros. Esse componente misto que é o responsável pelo emagrecimento e alta taxa de resolução das comorbidades. A perda de peso em média é de 70% do excesso de peso.
O desvio do intestino promove a diminuição da absorção de nutrientes, em especial do ferro, Vitamina B12 e Cálcio. Os pacientes devem realizar exames periódicos e suplementação de vitaminas.
É atualmente a Cirurgia Metabólica recomendada para tratamento do diabetes mellitus tipo II em pacientes com IMC > 30 kg/m².
Vantagens:
- Boa perda de peso
- Boa taxa de remissão do diabetes
- Estudos sobre essa técnica já existem a bastante tempo.
Desvantagens:
- Dumping: ocorre quando o paciente ingere comida com alto teor de carboidratos, principalmente doces, e sente tontura, mal estar, sudorese, palidez.
- Hipoglicemia reacional (queda na taxa de açúcar no sangue, causando mal estar).
- Necessidade de suplementação de vitaminas e minerais por toda a vida.
Riscos:
- Ulceração gástrica, 5 a 15% (dados de séries coletivas).
- Obstrução Intestinal, 3 a 5% (dados de séries coletivas).
- Fístula, menor que 1% (dados de séries coletivas).
- Sangramento, menor que 1% (dados de séries coletivas).