SLEEVE

Atualmente, a Gastrectomia vertical ou Sleeve vem ganhando popularidade por ter se tornado a cirurgia bariátrica mais realizada no mundo, em especial nos Estados Unidos, onde corresponde a 58% de todas as cirurgias bariátricas.

O Sleeve é usualmente realizado por via laparoscópica e consiste na ressecção de aproximadamente 2/3 do estômago, sem mexer no intestino. Inicialmente, era considerada uma cirurgia puramente restritiva, mas hoje sabemos que ela também modifica alguns hormônios gastrointestinais que são responsáveis pela regulação da absorção e ingestão dos alimentos, em especial a grelina, que é o ”hormônio da fome”, e diminui bastante após essa cirurgia. Provoca, também, aumento da secreção de insulina (efeito incretínico), melhorando assim o diabetes.

Nessa técnica, não mexemos ou desviamos o intestino. Portanto, a absorção dos alimentos e nutrientes não é prejudicada, não havendo complicações nutricionais como anemia, desnutrição protéica, diminuição da absorção de cálcio e outras deficiências. O uso de suplementos vitamínicos, de cálcio e ferro não precisará ser muito rigoroso.
A perda de peso em média é de 60% do excesso de peso em 5 anos e possui excelente índice de resolução de comorbidades (doenças associadas à obesidade).

Vantagens:

  • A preservação do piloro mantém o esvaziamento gástrico.
  • Preserva a absorção de minerais, como cálcio e ferro. Menor dependência ao uso de suplementos vitamínicos e minerais por toda a vida.
  • Pode ser revisada, ou convertida, de maneira mais simples em outros tipos de cirurgias (como Bypass gástrico ou Duodenal Switch – SADS), caso ocorra reganho de peso ou refluxo de difícil controle clínico.
  • Menos dumping (sintoma que ocorre quando o paciente ingere comida com alto teor de carboidratos, principalmente doces, e sente tontura, mal estar, sudorese, palidez).
  • Menos ou ausência de hipoglicemia reacional (queda importante na taxa de açúcar no sangue, causando mal estar).

Desvantagens:

  • Remoção permanente de parte do estômago (aproximadamente 2/3).
  • Necessidade de suplementação de vitamina B12.
  • Possibilidade de aparecimento de refluxo gastroesofágico.

Riscos:

  • Fístula, que ocorre em 1 a 2% dos casos (dados de séries coletivas).
  • Sangramento importante, que ocorre em menos de 1% das cirurgias (dados de séries coletivas).

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Foto de Dra. Andréa Furlan

Dra. Andréa Furlan

A Dra. Andréa Furlan construiu uma trajetória marcada por excelência, precisão técnica e profundo cuidado humano. Formada pela Faculdade de Medicina da USP e especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo pelo HCFMUSP, dedica-se há mais de duas décadas ao tratamento das doenças digestivas, à cirurgia bariátrica e aos procedimentos minimamente invasivos. Com participação em cerca de cinco mil cirurgias e atuação em endoscopia, alia ciência, sensibilidade e experiência para oferecer um atendimento completo, seguro e verdadeiramente transformador.

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Dra. Andréa Furlan

A Dra. Andréa Furlan construiu uma trajetória marcada por excelência, precisão técnica e profundo cuidado humano. Formada pela Faculdade de Medicina da USP e especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo pelo HCFMUSP, dedica-se há mais de duas décadas ao tratamento das doenças digestivas, à cirurgia bariátrica e aos procedimentos minimamente invasivos. Com participação em cerca de cinco mil cirurgias e atuação em endoscopia, alia ciência, sensibilidade e experiência para oferecer um atendimento completo, seguro e verdadeiramente transformador.